Igreja Matriz que datará do séc. XV, o templo apresenta ainda algumas características românicas. Sinais evidentes de obras posteriores de ampliação e restauro que alteraram o seu traçado primitivo. A torre edificada ao lado da Igreja e de características barrocas, é muito posterior ao templo. Numa pedra trabalhada lê-se “Turris Dvidica”. Um pouco mais abaixo, está gravado: “mandou fazer esta torre o Ab. Ml. Caetª Cabral Gouveiª, Naº de 1777”. A 26 de fevereiro 1982 foi classificada como imóvel de interesse público.
Igreja Matriz apresenta um tipo de construção diferente das restantes Igrejas do Arciprestado. As obras de restauro e ampliação foram as responsáveis pelo aspeto atual. Merecem referência as notáveis tábuas quinhentistas policromadas, que se julga serem da escola de Grão Vasco que representam o Nascimento de Jesus, a Adoração dos Reis Magos, a Fuga para o Egipto e a Coroação ou Assunção da Virgem Maria. Estes painéis foram descobertos em 1880 quando procedia as obras de restauro na Capela-Mor. estavam guardados debaixo dos degraus do altar e segundo consta, fora ali escondidos, por ocasião das Invasões Francesas, para os livrar da pilhagem dos invasores.
Igreja Matriz, templo de feição românica, já referenciado no séc. XIII. A torre sineira ergue-se por cima da porta principal, ladeada por duas cruzes de pedra. No altar-mor sobressai a tribuna, o arco perfeito, enquadrada por um bonito conjunto barroco, apoiado em dois pares de colunas salomónicas, de seis cada.
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